“Uma criança não tem nenhuma necessidade de escrever, é inocente. Um homem escreve para destilar o veneno que acumulou devido à sua maneira falsa de vida. Está tentando recapturar sua inocência e no entanto tudo o que consegue fazer (escrevendo) é inocular no mundo o vírus de sua desilusão. Homem nenhum colocaria uma palavra no papel se tivesse a coragem de viver aquilo em que acredita. Sua inpiração é desvidada na fonte. Se é um mundo de verdade, beleza, e mágica que deseja criar, por que não põe mihões de palavras entre si a realidade daquele mundo? Por que retarda a ação – a não ser que, como outros homens, o que realmente deseja seja o poder, a fama, o sucesso?”
Techo de Sexus (Companhia das Letras), de Henry Miller. O escritor norte-americano lançou dezenas de livros e escreveu milhares de páginas. Faleceu em 1980, aos 89 anos.
